25/08/2009
24/08/2009
23/08/2009
21/08/2009
19/08/2009
A tristeza dos 20
Porque é que a Morte só bate à porta aos 20, e não aos 12?
Seria bem mais fácil quando a inocência ainda me abarcava o cérebro...
Seria bem mais fácil quando a inocência ainda me abarcava o cérebro...
17/08/2009
16/08/2009
Cavalo Ardente
Triste dorme o Cavalo Ardente.
A sua chama não arde, certamente,
como havia um dia ardido.
Orgulho que doi, ferida que sente
dorme o que outrora foi gente
e já não é bandido.
Morre, cada dia, mas morre devagar
e, aguardando que passe o luar,
espera por mais um dia.
Triste dorme o Cavalo Ardente.
Já não corre, certamente,
como um dia havia corrido.
Olha os prados com desdenho
e a vida com empenho
embora saiba que está tudo perdido.
Sente o vento na crina
e ele já não o ensina.
Já não há mar para navegar.
Chora o tempo, fugido.
Chora o amor perdido
de uma vida a cavalgar.
Triste, jaz o Cavalo Ardente
o seu corpo já não está quente
Morreu longe, bem longe do mar.
A sua chama não arde, certamente,
como havia um dia ardido.
Orgulho que doi, ferida que sente
dorme o que outrora foi gente
e já não é bandido.
Morre, cada dia, mas morre devagar
e, aguardando que passe o luar,
espera por mais um dia.
Triste dorme o Cavalo Ardente.
Já não corre, certamente,
como um dia havia corrido.
Olha os prados com desdenho
e a vida com empenho
embora saiba que está tudo perdido.
Sente o vento na crina
e ele já não o ensina.
Já não há mar para navegar.
Chora o tempo, fugido.
Chora o amor perdido
de uma vida a cavalgar.
Triste, jaz o Cavalo Ardente
o seu corpo já não está quente
Morreu longe, bem longe do mar.
15/08/2009
106
A noite está bonita demais para mim!
A brisa atravessa-me os cabelos
e esses colhem a luz que a lua nos envia...
A Terra continua a girar, as horas passam
e o tempo, devagar,
Devagarinho faz com que a minha pele envelheça...
Os grilos cantam-me histórias da noite
Os carros contam-me caminhos que não percorri
e embalam-me num sono profundo, alheio.
Agora sonho com tudo mas
também sonho com nada...
A estrada essa é longa; longa demais para ser sonhada...
por isso durmo sobre ela e os carros que
tenham cuidado, porque eu não me mexo.
Observo apenas as cores citadinas da velocidade imposta pelo sistema.
O sono, o sono ataca de momento a momento
mas subtilmente, para que eu não o contrarie...
Acho que desta vez vou ceder por breves instantes
porque a noite, esta noite, está bonita demais para mim...
A brisa atravessa-me os cabelos
e esses colhem a luz que a lua nos envia...
A Terra continua a girar, as horas passam
e o tempo, devagar,
Devagarinho faz com que a minha pele envelheça...
Os grilos cantam-me histórias da noite
Os carros contam-me caminhos que não percorri
e embalam-me num sono profundo, alheio.
Agora sonho com tudo mas
também sonho com nada...
A estrada essa é longa; longa demais para ser sonhada...
por isso durmo sobre ela e os carros que
tenham cuidado, porque eu não me mexo.
Observo apenas as cores citadinas da velocidade imposta pelo sistema.
O sono, o sono ataca de momento a momento
mas subtilmente, para que eu não o contrarie...
Acho que desta vez vou ceder por breves instantes
porque a noite, esta noite, está bonita demais para mim...
13/08/2009
11/08/2009
09/08/2009
06/08/2009
escrita automática
Sinto-me em fúria, fervente
de amor? de paixão? ou será do vento
que corre contra mim?
ou será do tempo que não tem fim?
Sou cavaleiro da penumbra que vos
colhe as cabeças enquanto dormem
sobre os meus braços de mel.
Mas eles também querem saber
o que faz um amor sobre o outro
na noite da véspera do dia seguinte...
Sou mero ouvinte, pedinte
que pede, não dinheiro, mas amor.
Sou amante do incerto, do inseguro
do impossível, talvez, mas sou amante
e sou o que quero ser: amante deitado
na penumbra com os olhos voltados para quarto crescente...
de amor? de paixão? ou será do vento
que corre contra mim?
ou será do tempo que não tem fim?
Sou cavaleiro da penumbra que vos
colhe as cabeças enquanto dormem
sobre os meus braços de mel.
Mas eles também querem saber
o que faz um amor sobre o outro
na noite da véspera do dia seguinte...
Sou mero ouvinte, pedinte
que pede, não dinheiro, mas amor.
Sou amante do incerto, do inseguro
do impossível, talvez, mas sou amante
e sou o que quero ser: amante deitado
na penumbra com os olhos voltados para quarto crescente...
05/08/2009
04/08/2009
Sigo-te o mar por entre as escarpas que desenham a tua silhueta.
Jogo-me ao mar com a sorte nas mãos de ninguém e a vida em coisa nenhuma...
Já nada me assusta! Tive como tutor um coração sem ar...e coração sem ar não tem medo! Acredita!
"A vida é um risco" já me diziam tantos e tantas e até eu mesmo o disse, e em voz alta, destemido, que a vida é um risco e se não arriscarmos permaneceremos fechados no frasco pequenino, numa qualquer prateleira nos arrumos.
Está na hora!
----------------------------------------------------------------------------------------x-----------------------------------------------------------------------------------
Não consigo escrever uma merda de jeito! Não sei porquê, mas as palavras saem ocas, presas, opacas!
Detesto dias assim!
Tenho necessidade de escrever...
Jogo-me ao mar com a sorte nas mãos de ninguém e a vida em coisa nenhuma...
Já nada me assusta! Tive como tutor um coração sem ar...e coração sem ar não tem medo! Acredita!
"A vida é um risco" já me diziam tantos e tantas e até eu mesmo o disse, e em voz alta, destemido, que a vida é um risco e se não arriscarmos permaneceremos fechados no frasco pequenino, numa qualquer prateleira nos arrumos.
Está na hora!
----------------------------------------------------------------------------------------x-----------------------------------------------------------------------------------
Não consigo escrever uma merda de jeito! Não sei porquê, mas as palavras saem ocas, presas, opacas!
Detesto dias assim!
Tenho necessidade de escrever...
02/08/2009
Pequenos apontamentos
Hoje saí a rua...Finalmente saí a rua. e tudo mudou voltando à normalidade passadas poucas horas, meu amor.
O semáforo do viaduto junto à igreja já não estava vermelho quando por lá passei mas quando p'ra cá voltei, o verde não acendeu...tive de virar à esquerda pelo tal atalho que te falei quando fomos passear naquele vale que tinha a relva já gasta do sol. Lembras-te?
Secalhar não te lembras nem de ter falado comigo alguma vez, não, meu amor? mas eu falei contigo, fui logo de encontro a ti, ao teu peito, ao teu coração e julgo tê-lo tocado nem que por uns míseros (mas nunca insignificantes) segundos. E foi bom.
O teu peito aloja um dos orgãos mais bonitos que já vi...e esse orgão irriga cada pedacinho de ti, transportando toda a sua beleza por todo o teu corpo...É definitivamente o orgão mais bonito, esse teu coração, meu amor.
O semáforo do viaduto junto à igreja já não estava vermelho quando por lá passei mas quando p'ra cá voltei, o verde não acendeu...tive de virar à esquerda pelo tal atalho que te falei quando fomos passear naquele vale que tinha a relva já gasta do sol. Lembras-te?
Secalhar não te lembras nem de ter falado comigo alguma vez, não, meu amor? mas eu falei contigo, fui logo de encontro a ti, ao teu peito, ao teu coração e julgo tê-lo tocado nem que por uns míseros (mas nunca insignificantes) segundos. E foi bom.
O teu peito aloja um dos orgãos mais bonitos que já vi...e esse orgão irriga cada pedacinho de ti, transportando toda a sua beleza por todo o teu corpo...É definitivamente o orgão mais bonito, esse teu coração, meu amor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



