Não te quero ler. já. não te quero ler.
quero ler-te. jál. não te quero ler.
doi. arde. cura. passa. segura.
quero ler. não. já te quero ler.
28/12/2009
19/12/2009
16/12/2009
sabão
que outrora foi habitado e nele se esfregaram as tuas dores.
sabão de sábado e de domingo.
sabão-rosa, sabão-girassol.
sabão de mel, sabão de pele.
sabão que me lava a alma.
sabão.
sabão.
sabão.
sabão de quem corta os pulsos e tos dá a comer.
sabão de sábado e de domingo.
sabão-rosa, sabão-girassol.
sabão de mel, sabão de pele.
sabão que me lava a alma.
sabão.
sabão.
sabão.
sabão de quem corta os pulsos e tos dá a comer.
11/12/2009
10/12/2009
beija-flor
eu poderia falar de casas que repousam em campos de trigo. poderia falar de trilhos que não se cruzam para mim, poderia falar de comboios que, sim, eles se cruzam nesses trilhos. poderia falar do céu e de como se põe bonito sempre que saio à rua. poderia falar do mar que tanto me intriga. poderia falar do nevoeiro e do sol. poderia falar do rio e das suas inúmeras pontes, do cheiro a terra molhada, do cheiro da relva. poderia até falar do teu cheiro entranhado na minha cama, roupa, pele ou mesmo do cheiro da água quando te beija o corpo. poderia também falar do tempo e do que ele é para nós. mísero. poderia falar de mim quando te olho, quando te beijo, quando te toco, quando te entro sem pedir licença. poderia falar de ti quando me apresentas à morte. poderia falar de ti quando me levas ao êxtase. poderia falar de ti pela forma como me purificas o sangue. poderia falar de nós e do tempo e dO tempo e da relva e do teu charme quando pegas num copo de pé e da forma como sorris.
poderia contar-te histórias com girassóis. poderia chamar-te beija-flor. poderia chamar-te beija-flor. beija-flor.
poderia contar-te histórias com girassóis. poderia chamar-te beija-flor. poderia chamar-te beija-flor. beija-flor.
05/12/2009
03/12/2009
01/12/2009
eu sei que tu sabes o quanto o meu peito te adivinha os passos
não fossem eles teus e não te seguisse eu o rasto...
como-te os trilhos para que nunca se cruzem,
nem se enovelem uns nos outros. é tudo claro, teu, meu, nosso.
o mar, esse, beija-te os calcanhares, trepa-te às pernas,
eu beijo-te de cima para baixo, como a chuva. começo pelos cabelos...
esqueçamos o mar! olhemos para o Céu que se abre diante de nós
de braços bem abertos, mil braços, mil mãos, mil caminhos, mil destinos...
mas não chega.
olhemos então o mar e o céu, unidos pelo doce nevoeiro que
os cavalga adiante no horizonte...
é belo...
tal como nós.
não fossem eles teus e não te seguisse eu o rasto...
como-te os trilhos para que nunca se cruzem,
nem se enovelem uns nos outros. é tudo claro, teu, meu, nosso.
o mar, esse, beija-te os calcanhares, trepa-te às pernas,
eu beijo-te de cima para baixo, como a chuva. começo pelos cabelos...
esqueçamos o mar! olhemos para o Céu que se abre diante de nós
de braços bem abertos, mil braços, mil mãos, mil caminhos, mil destinos...
mas não chega.
olhemos então o mar e o céu, unidos pelo doce nevoeiro que
os cavalga adiante no horizonte...
é belo...
tal como nós.
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