os dias são mais frios. o comboio paira sobre o rio todos os dias.
os mesmos dias. um ciclo vicioso e não me(te) vejo no seu reflexo. está turvo. Feio.
tal como estes versos o são. Feios. Ocos. Podres.
o mar já não existe, não. o degelo é conspiração. mera conspiração, que eu já não sinto o cheiro a maresia.
os dias são mais frios, e o sol, esse, tarda em acordar...
22/10/2009
14/10/2009
Destruição. é disso que preciso...destruir quem sou, destruir a imagem que me assalta quando me olho ao espelho. Dar o meu corpo, podre e oco, para que a minha alma seja livre, sem tabús, sem medos, sem regras.
Tenho de vos dar, Mulheres, o meu corpo. homens, talvez, mas às mulheres é que juro a fidelidade do meu corpo. Só assim serei eu. eu e as mulheres. todos. nus. um todo despido de preconceitos na celebração de um qualquer divã em que o meu corpo é o objecto e vós, Mulheres, são os alunos que o estudam, moldam, usam.
Destruam-me e serei alguém!
Tenho de vos dar, Mulheres, o meu corpo. homens, talvez, mas às mulheres é que juro a fidelidade do meu corpo. Só assim serei eu. eu e as mulheres. todos. nus. um todo despido de preconceitos na celebração de um qualquer divã em que o meu corpo é o objecto e vós, Mulheres, são os alunos que o estudam, moldam, usam.
Destruam-me e serei alguém!
12/10/2009
a insustentável leveza do ser - Milan Kundera
"Tomas pensava consigo próprio que ir para a cama com uma mulher e dormir com ela são duas paixões não só diferentes como quase contraditórias. O amor não se manifesta através do desejo de fazer amor (desejo que se aplica a um número incontável de mulheres), mas através do desejo de partilhar o sono (desejo que só se sente por uma única mulher)."
tenho de concordar com Tomas, já que sexo e sono são diferentes. são duas realidades diferentes, unidas por uma cama, com propósitos e profundidades diferentes.
o sono é mais intrusivo, mais obsceno até que uma noite de sexo. intrusivo e obsceno, na medida em que, a nossa intimidade é desmascarada. já toda a gente sabe que eu tenho uma pila e tenho pelos no cú, sou homem, logo não seria de esperar outra coisa, mas ninguém sabe se eu ressono, se me babo, se enrosco os pés um no outro antes de adormecer, se sou frágil, se gemo, se choro enquanto durmo.
partilhar uma cama é um acto fácil.. Não sair dela é amor...
tenho de concordar com Tomas, já que sexo e sono são diferentes. são duas realidades diferentes, unidas por uma cama, com propósitos e profundidades diferentes.
o sono é mais intrusivo, mais obsceno até que uma noite de sexo. intrusivo e obsceno, na medida em que, a nossa intimidade é desmascarada. já toda a gente sabe que eu tenho uma pila e tenho pelos no cú, sou homem, logo não seria de esperar outra coisa, mas ninguém sabe se eu ressono, se me babo, se enrosco os pés um no outro antes de adormecer, se sou frágil, se gemo, se choro enquanto durmo.
partilhar uma cama é um acto fácil.. Não sair dela é amor...
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